29 de junho de 2009

imagens que nos roubam as palavras

O post anterior publiquei-o sem nada mais escrever. Por achar que pouco há a dizer ou simplesmente por, neste caso, a imagem valer mesmo mais que as palavras. Podem alegar (quem a série acompanhou) que foi previsível, que abunda em lugares comuns, que se identificam todos os elementos para o sucesso destes seis incríveis minutos. Até pode ser, mas eu, particularmente, quero lá saber. É dos momentos televisivos que não esqueço e ainda hoje fico com um nó na garganta quando a ele assisto. É o meu Cinema Paradiso televisivo.

I feel unsafe

28 de junho de 2009

Mais Sobre Mim




No facebook pus esta música como Música Favorita.
Porque não? Se é para escolher uma...

E gostos discutem-se, ou perder-se-iam boas oportunidades para insultos gratuitos.

ainda à espera

Tenho observado com muito interesse as repercussões do debate parlamentar da passada semana. Esperei e esperei por ouvir um pedido de desculpas pelas duas mentiras proferidas pelo primeiro-ministro na Assembleia da República. Em vez disso o que vi, ouvi e li foram fugas para a frente. Altera-se a agenda e ignora-se o que foi dito na esperança que o assunto morra por si. Até pode ser que assim aconteça, mas fica a evidência para quem não anda distraído. Quando nenhuma responsabilidade política se apura num caso desta gravidade está tudo dito. E é grave, não duvidem. Será que ainda alguém se recorda dos tempos em que ministros e secretários de estado retiravam consequências dos seus actos? Uma vírgula, uma anedota, uma declaração mal preenchida resultavam antes na assunção de responsabilidades.
Divertido é depois vê-los questionarem-se sobre o afastamento dos cidadãos da política...

anything to make you smile

26 de junho de 2009

um comprimido azul resolve muita coisa

Não há nada mais adorável do que assistir ao Opinião Pública da Sic Notícias. Sempre que o tema envolve o nosso maravilhoso governo, é ver o rol de reformados ao telefone a anunciar o seu total apoio ao partido da esquerda democrática. Todos na casa dos cinquenta e muitos, sessenta e poucos. É bem revelador da mentalidade “agora que já nos safámos vamos lá corrigir o sempre soubemos que estava mal e que nunca em segundo algum quisemos ouvir porque nos lixava a reforma e os direitos adquiridos e outras merdas que agora não me lembro”. Isto é muito comum por cá, todos o sabemos. Pois aqui vos digo. Eu tinha agradecido esse espírito antes de nos hipotecarem o futuro. Agora ide todos fazer amor. Ide! Mas uns com os outros, que assim só se estraga uma casa.

da ‘aselhice’ ao ‘zero’

«O documento “A a Z da Educação”, no qual o Ministério da Educação relembra o trabalho feito nos últimos quatro anos, com entradas que compreendem todas as letras do alfabeto, começando em “aselhice”, “burrice”, “casmurrice” e “desleixo”, para acabar com entradas como “prepotência”, “vergonha” ou “zero”, esta última referente aos resultados alcançados pela reforma da Educação.

Não existem entradas começadas por “w” e “y” porque o Ministério da Educação desconhece que já fazem parte do alfabeto português. De referir que Jaime Silva encomendou um dicionário semelhante para o seu ministério, intitulado “A a Z da Agricultura”, que começa com a palavra “abrótea”.»

in O Inimigo Público, 26 de Junho de 2009

everyone 'round here lives in...

25 de junho de 2009

info-excluídos

Ontem os arautos do plano tecnológico divertiram-se a divulgar no twitter um artigo de um especialista em tecnologia. O senhor considera Portugal como o “líder mundial a repensar a educação.” Por si só isto deveria arrumar o assunto, mas não, pois a Lusa, cumprindo a agenda, lá divulgou o artigo. Sinceramente acho escusado dizer que o senhor não conhece o ensino que por cá se pratica. As descrições que faz, tão elogiosas, relembram-me aquelas experiências usadas por alguns psicólogos para exemplificar a importância de métodos de ensino alternativos e que eram realizadas em grupos controlados com poucos alunos e normalmente escolhidos a rigor. A escola pública, obviamente, não é nada disso.
Não duvido que aquilo a que assistiu o tenha encantado. Basta-me ver os ensaios propagandísticos da distribuição do Magalhães para perceber a que se refere. E como o mundo seria perfeito se os problemas se resolvessem com a distribuição de uma ferramenta. O que certamente não reparou foi no trabalho que estava a ser realizado. Não se apercebeu das fragilidades do nosso sistema de ensino. E certamente nada conhece da forma como tais mudanças estão a ser implementadas. E sem isso a avaliação que faz é de todo inútil.
É evidente que outra coisa não seria de esperar num perito em tecnologia. Ponto deveras importante, aliás. Ontem bem quiseram secundarizar esta questão, mas a verdade é que é no mínimo estranho que se sinta tão à vontade para avaliar reformas educativas. É especialista em muita coisa, porém o que de educação percebe é muito pouco. E duvido sinceramente que tenha conhecido algo mais do que aquilo que queriam que conhecesse.
E tem de haver alguma seriedade na análise destas questões. O mundo não existe só a duas cores. Os tons de cinzento estão todos lá, por vezes bem para além da nossa percepção. Criticar o Magalhães não é criticar a introdução de novas tecnologias. É criticar a agenda, o alheamento da realidade e a pertinência da medida. Já aqui o disse. A tecnologia é fantástica e uso-a diariamente. Mas as escolas têm problemas mais sérios para resolver e as prioridades têm de ser estabelecidas. O Magalhães não pode ser um corrector ortográfico ou uma máquina de calcular e muito menos pode servir uma agenda política. Isto significa que vejo com maus olhos a introdução do computador? Não e não é essa a questão. Esse é apenas o hábito de analisarem os problemas a laia do Prós e Contras. Útil para o silogismo fácil, inútil para a resolução das questões.
O extraordinário é que os tais que se regozijaram com o artigo também nada percebem de educação. Mas têm convictas opiniões sobre o que deve ser feito e sobre os culpados do que está mal. Os professores evidentemente. É pena que assim pensem. É sobretudo uma grande pena que as mudanças que tanto apregoam só possam ser implementadas com a colaboração daqueles que assumida ou envergonhadamente desprezam.
Em suma.
As tecnologias são importantes? Sem dúvida.
A sua introdução nas escolas revoluciona o ensino? Sim, se for bem feito. E não estamos nem lá perto.
Os professores podem ser ignorados no processo? Evidentemente que não, sob pena de uma ferramenta útil se transformar num objecto inútil.
As escolas portuguesas têm problemas mais urgentes para resolver? Sim, só não vê quem não quer. E chega a ser chocante ter quadros interactivos em todas as salas, computadores para todos os alunos, mas não ter uma extensão para os ligar.
E respondendo a vários dislates que ontem foram ditos e juízos de valor sobre o trabalho de quem não conhecem: valorizo muito a escola inclusiva, o acesso livre às tecnologias, mas antes ter no futuro vários “info-excluídos” do que vários “info-estúpidos”. É que a info-exclusão soluciona-se.

we can try

24 de junho de 2009

Los Campesinos

por la gracia de Dios

Muito apreciei a “pipiana” comparação feita por João Miguel Tavares. Hoje, deo gratis, o Ministério Público repõe a moralidade cumprindo o papel que lhe cabia em todo o processo. Parece que afinal há esperança na justiça e o país ainda não ensandeceu por completo. A desproporcional reacção do primeiro-ministro acaba aqui e deve, doravante, servir de aviso à navegação. Sócrates não é um caudilho (até por lhe faltar a patente) e há ainda sectores da sociedade que escapam ao seu controlo. Está à vista.

capa de seda escarlate

"O critério político-propagandístico com que certos dados são coligidos, tratados e exibidos é fonte das maiores e mais fundadas incertezas. O exemplo clássico é o dos números do desemprego."

João Paulo Guerra, "Diário Económico", 24-6-2009

Por coincidência, ou talvez não, a citação estava lado a lado com estas magníficas previsões. E que sentido fez. Eu diria mesmo, e porque a época propicia, que foi um genuíno momento de transversalidade informativa. Embora este seja dos genuínos relatórios da OCDE, quer-me parecer que por hoje vão classificá-lo como se fosse do “tipo” . Isto se, entretanto, o Presidente não fizer um qualquer anúncio que apague por completo a importância destes números. A ver vamos.

stay all day

23 de junho de 2009

acompanhantes de luxo

imagem daqui

Este é o período da
silly season educativa. Da resma de papéis, do relatório, do plano de acompanhamento e o diabo a quatro. Tudo o que justifique e simplifique a passagem dos meninos. De quase todos, que essa coisa de "chumbar" alguém só a tiro de caçadeira. Já nem sei bem como aqui chegámos, tal é a qualidade e quantidade da porcaria feita. Muita da responsabilidade é, obviamente, dos ditos colegas, que carinhosamente apelido de putas. Há sempre aquele que quer simplificar mais do que a lei exige, que a interpreta, molda, achincalha, por forma a que tudo pareça ser como no melhor dos mundos. E estes são os "colegas" de luxo, se bem me entendem.
Seja como for, a verdade é que eu bem queria escrever sobre outra qualquer coisa, sobre outro qualquer assunto. Nem importa qual, tal é o desespero. Mas é impossível. Este inferno de estupidez castra a imaginação. Glorifica a acefalia. Eu sei que o mundo não parou, mas visto daqui acreditem que parece.

every day, every hour, just wish that I...

22 de junho de 2009

I hope I get it

É absolutamente espantoso. Nos dois casos que aqui refiro, ao ouvir as declarações dos condenados, e acho que condenados é a palavra que tudo devia denunciar, fico com a sensação que afinal o sentimento é de completa impunidade. Uma e outra vez, num estilo corriqueiro ou formal, o que nos transmitem é que foi feita justiça e a pena suspensa transforma-se afinal numa absolvição que tudo legitima. O decoro impunha-se, mas afinal...


(o vídeo não mostra, mas no fim o senhor diz que agora se sente preparado para voltar à vida política)



cá se vai andando com a cabeça entre as orelhas...

a little mystery to me

21 de junho de 2009

life is just a lullaby

Pelos caminhos “do Portugal”

Lisboa, capital do Império. Com o seu castelo altaneiro e as sinuosas colinas que a elevam ao mais alto esplendor. Um belo entardecer a anunciar o Verão e uma viagem num magnífico coche, agora apelidado de 758. Lá dentro a fauna local típica. O mal educado, o mal cheiroso, o grunho e o cromo. A cidade, de resto, não parece saber viver sem eles. O universo convoca-os e, como se o seu destino fosse esse, eles ali estão sempre prontos a não deixar escapar a razão da sua existência. Só ali, naquele contexto, é possível ouvir múltiplas, repetidas e audíveis vezes a palavra “chavalo”. Sempre, como que distraidamente, anunciando a profunda idiotia da conversa. É a vingança do país real, dizem alguns. E ele, afinal, encontra-se por todo o lado. A prová-lo, eis que surge o momento que resume a convocação cosmológica. Duas senhoras. Vindas das compras, ou, pelo menos, com o saco que as denuncia. Entram cada uma na sua paragem. Mas conhecem-se e ali, sem mais demoras, com esta trova nos surpreendem:

- Olá, estás boa tu?
- Ai, sabes lá! Apanhei um grande escaldão. Estou a ferver!
- Mas “fostes” à praia?
- Não, fui ao piquenique ver o Toni Carreira!
- Ah, eu também gostava... de ver o concerto, que estava muito calor para o piquenique. E então? Que tal foi?
- Muito bom, ele é o maior cantor português.
- Ó mulher, a quem o dizes... Há anos que digo que o homem é o maior poeta do Portugal!

Há razões que a própria razão desconhece. Mas a Carris sintetiza-as bem.

19 de junho de 2009

«deixem-me passar!»

Tanta conversa sobre as provas de aferição. Ataques do ministério, acusações dos professores, pareceres de sociedades e associações. E o óbvio fica por dizer. Espantosamente nesta prova a generalidade dos alunos obtiveram classificações não constatadas pelos seus professores. Os bons passaram a muito bons, os suficientes a bons e por aí adiante. Por si só isto já deveria obrigar a questionar o valor do que foi atingido, mas não. Importa é referir que os resultados revelam uma consolidação das aprendizagens. Ainda que isto queira dizer... nada. Doravante, e mesmo correndo o risco da estatística descambar, proponho que estas provas passem a ser feitas da seguinte forma. No caso do português: construir uma frase complexa sem qualquer erro ortográfico; na Matemática: fazer uma conta de dividir com dois ou mais algarismos sem o recurso à máquina de calcular. Os pedagogos não aprovam, mas olhem que ao menos não haveria como esconder a realidade.

P.S.- Entretanto li esta notícia sobre um outro assunto de vulgar importância. Quando é que a mandam dar banho ao cão?

don't ask why

18 de junho de 2009

Lisztomania


So sentimental
Not sentimental, no
Romantic, not disgusting yet
Darling I'm down and lonely
When with the fortunate only
I've been looking for something else
These days it comes and goes.

O Fim do Mês Já Cá Está Outra Vez

Os merceeiros assistem, impotentes, aos cidadãos que, vaidosos, se pavoneiam rumo ao Modelo para se abastecerem de géneros para os próximos dias. Lá vão eles, quase lampeiros, atravessando a terra em que, graças ao pavimento preenchido de paralelipípedos de basalto, o ruído dos pneus no solo é amplificado, fazendo com que os carros - mesmo rolando em ponto morto - provoquem um gargarejo um pouco grave, rápido mas calmo, que atrai os olhares dos transeuntes que só vão à farmácia ou a um dos cafés que tenha jornais em cima das mesas. Alguns destes condutores, talvez os mais simpáticos, apitam rapidamente à passagem em frente à venda; contudo, e apesar do pequeno acenar que são obrigados a dedicar-lhes, os merceeiros sentem crescer dentro do peito um leve sentimento de despeito. Lá vão eles, ao Modelo das luzes incandescentes e brilhantes, dos cartazes bonitos ou de gente quase bonita, e dos cartões de débito imediato.

A partir da segunda metade do meio do mês, porém, tudo muda. Aos senhores que, ainda a semana passada passavam suficientemente rápido para não parar, mas lentamente o bastante para serem vistos - naquele seguro sentimento de ego apaziguado que o deslocar em veículo próprio e a motor proporciona - é vê-los chegar, transeuntes como todos, abeirando-se da mercearia, como se nada fosse, ou como se fosse normal. E é-o, verdadeiramente falando; já estamos na segunda metade do meio do mês. Melosos, abordam os merceeiros e, num disfarçado rabo entre as pernas, inquerem sobre as novidades da terra, dos vizinhos e do movimento. Opinam infundamentadamente algo sobre a longínqua situação política e económica do país e apoderam-se de alguns dos víveres espalhados timidamente pelas prateleiras.

O merceeiro já não é apenas alvo de uma buzinadela, já é tratado por "vizinho" ou "amigo". O merceeiro não aceita cartão de débito, mas ainda bem. A relação é de interesse, do merceeiro queremos o que o Modelo não nos dá, mesmo que publicite que sim. Do merceeiro queremos crédito, queremos pôr na conta, queremos pagar fiado. Querem eles, os que há poucos dias apitavam levemente à passagem, mas que, vendo o emagrecer do ordenado que não estica, já não se sentem atraídos pelos cartazes luminosos. E chega-lhes o bigode farfalhudo do merceeiro e a pouca variedade de marcas e produtos, desde que o mesmo lhe proporcione os mesmos a pagar depois.

Para o mês há mais, mas ainda falta algum tempo.

t.

ainda sobre o visível regresso ao século XIX

Cada ano que passa tenho mais dificuldade em explicar aos miúdos a importância de completar os estudos. A atitude insolente perante o ensino é frequente, nem adianta repeti-lo. Acresce agora que o corriqueiro argumento dos licenciados desempregados e/ou mal pagos ganha cada vez mais expressão. Sobre este fenómeno, estranhamente, nunca vejo nenhuma análise. E talvez seja dos mais preocupantes cenários num país que se diz empenhado na formação dos seus jovens.

a leste da Auto-Europa

Ainda ecoam na minha cabeça umas tais declarações proferidas por Belmiro de Azevedo sobre a intransigência dos trabalhadores da Auto-Europa. Naquele estilo de quem tem muitas certezas, o senhor adora falar de disciplina no trabalho, produtividade e flexibilidade e nessas características encontra o segredo do sucesso. A razão substantiva que lhe assiste devia levar, porém, a que alguém o questionasse como se motiva alguém para trabalhar com os salários de miséria que tanto gosta de pagar e como numa relação de absoluto poder de uma das partes se pode garantir os direitos da parte mais fraca. Já sei que hoje em dia falar em direitos é causa suficiente para causar convulsões violentas aos empreendedores, mas há razões objectivas para a sua existência que resultam de anos e anos de abusos cometidos pelos muitos Belmiros que sempre existiram.
Acho maravilhoso que ao analisar a sustentabilidade da fábrica de Palmela, e mesmo considerando a crise internacional, não haja a mínima indignação pelas constantes renegociações feitas anualmente pela administração. A crise está aí, pedem-se cedências (sempre aos mesmos), mas é óbvia a posição de força e constante ameaça que pende sobre aqueles trabalhadores. Aos poucos a qualidade daqueles postos de trabalho desaparece, os salários que já não eram altos diminuem, os fins de semana perdem-se e todos os sacrifícios exigidos transformam-se simplesmente em novos sacrifícios. Sobre isto não há uma palavra.
É verdade que muito tem de mudar na relação laboral em Portugal. Só não percebo é como se pode entender que é este o rumo. Se a mudança exigir apenas alterações de uma das partes ela nunca servirá ninguém. Exigir sacrifícios é aceitável em tempos de crise. Aquilo que todos sabemos é que o que se altera institui-se e aos poucos desequilibramos ainda mais a balança. É urgente um pouco de solidariedade. E para ontem.

I fell asleep inside

DJing...blip...blip...blip...

17 de junho de 2009

tudo pela (resig)nação

"Eu sou um político que está resignado consigo próprio."
José Sócrates

E ao que parece parte do nosso problema é este. A resignação. De Sócrates consigo próprio, do PS com Sócrates, dos portugueses com o governo, do país com os seus políticos, da ignorância como estado de alma. A defesa do situacionismo e da estabilidade pela estabilidade, como se ela em si própria fosse suficiente para a escolha de um rumo.
Salazar não o explicaria melhor e o que ouvi há dias veio de alguém demasiado novo para se resignar a tal subserviência. «Sim, voto Sócrates, assim ao menos já sei com o que conto». Eu só queria saber como um dia se explica isto a um filho.

you can fake it for a while

16 de junho de 2009

Festas Populares.

Sou um adepto das festas populares e de todas as manifestações genuínas de carácter social. Como tal, não poderia faltar a mais uma noite de Santo António. Sentir o cheiro a sardinha assada, apreciar o seu sabor, beber vinho servido a copo (qual zurrapa feita a martelo!), dançar ao som de música popular e conviver. Conviver com amigos e desconhecidos. Ver rostos de alegria, ainda que, para muitos seja apenas um escape de um quotidiano infeliz e medíocre.
No entanto, o que mais me impressionou não foi a brejeirice dos actos populares, foi sim a necessidade que muitos têm de participar, mas sem saber bem no quê. Só assim, se explica que uma imensidão de gente suba e desça em atropelos constantes desde Alfama ao Castelo, sem conversar, sem dançar e mais importante que tudo sem conviver. Que pólos de interesse observei: apenas um – barraquinhas de shots e jolas.
Posto isto, tenho uma sugestão a fazer: promovam-se e desenvolvam-se de forma culta e atraente em todos os locais da zona metropolitana de Lisboa (e não só) Sociedades Desportivas e Culturais que cativem e atraiam os jovens. Voltem a unir a juventude em torno de ideais e estimulem a diversidade. Promova-se a sabedoria, a cultura e a história de um povo.

there´s a pink elephant in the room...

Logo pela manhã ouvi o senhor secretário de estado afirmar que «os exames vão correr bem» e que «o ano lectivo nas escolas foi normal». E assim, sem mais contemplações, lá o senhor consegue dizer uma barbaridade no meio de uma absoluta verdade. É óbvio que os exames têm tudo para correr bem. E nem vou perder tempo com o seu grau de dificuldade. Os professores são bem mais responsáveis do que se quer fazer crer e quando se trata de defender os seus alunos raramente falham. Acreditem ou não. As notas dos exames, o sucesso ou insucesso daqueles que acompanhámos diz-nos muito e esse é o orgulho que dificilmente nos roubam. O que não se pode é misturar tudo num caldo e daqui aferir normalidade. A relação com os alunos e o trabalho foram os normais, ainda que acompanhados de um desgaste profundo que poucos deixaram transparecer. Mas se esta equipa ministerial considera este um ano como os outros então está tudo dito. É desonesto, ridículo e roça o ofensivo.
Se isto é normal, o que considerará este senhor anormal.

arrest this girl

Karma Police
I've given all I can
It's not enough
I've given all I can
But we're still on the payroll

This is what you'll get
This is what you'll get
This is what you'll get when you mess with us

And for a minute there, I lost myself, I lost myself


(vi@ café-suave)

15 de junho de 2009

the rest can go to hell

está bem, come só as batatas

Este é o tipo de artigo que não interessa ao menino Jesus. Porém, e por alguma razão estranha que não consigo identificar, o Público sentiu-se compelido a publicá-lo e reparem que as duas jornalistas deram-se ao trabalho de enumerar um roteiro de actividades para os pais estoirarem dinheiro na obsessiva procura de controlar todos os minutos da vida das crianças.
Esta gente ensandeceu e nem percebe o ridículo de tudo isto. Ao ler textos destes pergunto-me como conseguiram os meus pais educar-me, como sobrevivi a verões com férias de meio de Junho a meio de Outubro e férias de Natal e da Páscoa de três semanas. É extraordinário.
É evidente que ao ler os comentários dos ávidos leitores desta verborreia compreende-se o seu objectivo maior. E o Público explora este filão brilhantemente.

«Não entendo porque o n.º de dias de férias dos professores ultrapassa os 80/ano. O estado, o que tem de fazer, é publicar através de lei a obrigatoriedade de só se poder ter filhos quando pelo menos um dos pais for professor, senão não se consegue. Veja-mos, a minha esposa e eu temos 25 dias cada, os dois 50, se não temos por perto familia nem amigos a quem os deixar o que fazemos nos restantes 30!!!! isso se o casal nao coincidir nenhum dia de férias!!!!»

E pronto. Objectivo cumprido. É isto que o povo gosta e é isto que o povo conhece. Não importa nada se é absoluta mentira, apenas importa ser dito e repetido até se tornar verdade. E este é só um dos exemplos da mais profunda ignorância e mesquinhez.
Já tinha falado neste post de outra campanha deste tipo. Repetida todos os anos, tal como esta. Não sei a quem interessa, mas sei que nada interessa aos intervenientes. No caso concreto que hoje vos apresento os próprios miúdos. O que eu vejo é que eles mal respiram. O percurso diário é casa - sala de aula – casa (sim, disse bem, sala de aula). Ver a luz do dia apenas se for programado, não vá algum mal acontecer-lhes. Seria útil alguém preocupar-se em compreender esta realidade, pois esta necessidade de controlo permanente um dia vai virar-se contra esta gente. Pois vai.

13 de junho de 2009

Santo António

Era eu miúdo, mas lembro-me bem de um determinado dia em que conheci a personagem. Aquele cabelo cor-de-rosa não enganava ninguém. E em 1982. Era impossível ficar indiferente. Estava bem longe de imaginar que ainda hoje seria uma daquelas memórias para não mais esquecer.
Já que tenho de comemorar o Santo António, é então este que comemorarei. Variações para sempre, para dar mais sabor ao feriado.



Obrigado jorgelc por me avivares a memória. Quase deixava escapar o dia da despedida do santo padroeiro deste blog.

I've got nothing to say



I've got nothing to give
I've got no reason to live
But I will fight to survive
I've got nothing to hide,
Wish I wasn't so shy

12 de junho de 2009

Estamos todos de acordo

Em relação a isto, recebi a resposta:

date 12 June 2009 15:29
subject Provedor do Telespectador

 Exm. Sr(a)  Tiago Ferreira Marques

Em nome do Provedor do Telespectador agradeço o e-mail que enviou.
Foi tomada devida nota do conteúdo da sua mensagem.
De facto, achamos que tem razão, no entanto trata-se de um critério editorial que escapa aos critérios do provedor.

Renovando os nossos agradecimentos pela sua colaboração
Com os meus melhores cumprimentos
P/ Chefe de Gabinete dos Provedores

Ana Clara Nunes
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with your feet on the ground

11 de junho de 2009

somebody lurks in the shadows

há discursos que valem por mil imagens

«Mais do que tudo, os portugueses precisam de exemplo. Exemplo dos seus maiores e dos seus melhores. O exemplo dos seus heróis, mas também dos seus dirigentes. Dos afortunados, cujas responsabilidades deveriam ultrapassar os limites da sua fortuna. Dos sabedores, cuja primeira preocupação deveria ser a de divulgar o seu saber. Dos poderosos, que deveriam olhar mais para quem lhes deu o poder. Dos que têm mais responsabilidades, cujo "ethos" deveria ser o de servir.

Dê-se o exemplo e esse gesto será fértil! Não vale a pena, para usar uma frase feita, dar "sinais de esperança" ou "mensagens de confiança". Quem assim age, tem apenas a fórmula e a retórica. Dê-se o exemplo de um poder firme, mas flexível, e a democracia melhorará. Dê-se o exemplo de honestidade e verdade, e a corrupção diminuirá. Dê-se o exemplo de tratamento humano e justo e a crispação reduzir-se-á. Dê-se o exemplo de trabalho, de poupança e de investimento e a economia sentirá os seus efeitos.

Políticos, empresários, sindicalistas e funcionários: tenham consciência de que, em tempos de excesso de informação e de propaganda, as vossas palavras são cada vez mais vazias e inúteis e de que o vosso exemplo é cada vez mais decisivo. Se tiverem consideração por quem trabalha, poderão melhor atravessar as crises. Se forem verdadeiros, serão respeitados, mesmo em tempos difíceis.»


António Barreto
Santarém, 10 de Junho de 2009

Hell, Stacey, her and Jane



A simplicidade é o que a torna genial. 
(para ver em HQ)

9 de junho de 2009

Super-Gorila?



A música portuguesa já tem, finalmente, os seus Gorilaz?
É que as diferenças são realmente poucas.

oh yeah

Esta música...



...complementa-se com esta.



"do you see that man
in the left-hand corner
do you see that woman
their love-story's famous"

8 de junho de 2009

o perigo de pensar pela própria cabeça

Afinal ainda há esperança. Se calhar os portugueses não são tão estúpidos quanto as empresas de sondagens dão a entender. O mito da invencibilidade socialista caiu e esse é o grande resultado de ontem. Por uma vez aqueles senhores do Largo do Rato vão ter de desenterrar a cabeça e pensar nas consequências da profunda indiferença com que governaram até aqui. Se o autismo o permitir, claro está.
De resto o que fica é o espantoso crescimento do Bloco. Há dez anos nem dois por cento quanto mais três eurodeputados. E não vislumbro nenhum drama nisto. O argumento da ingovernabilidade, da falta de preparação para a assunção de responsabilidades não me preocupa. Essencialmente por que é assim a democracia. Estes partidos do centro têm de aprender a ouvir, têm de largar o monopólio feudal a que condenaram a política portuguesa.
Continuo a não ser adepto desta esquerda causídica. E em nenhum momento contribuí para o seu crescimento. Também não quero, como dizia o outro, é que a priori se negue uma ciência que se desconhece. É engraçado como em todo este cenário ninguém se assusta com uma possível aliança PS/CDS (a mais provável, diga-se) ou com o regresso do bloco central e o pânico venha do espantoso perigo de ter de ceder à esquerda. É a estabilidade necessária, dizem. Pois que se foda a estabilidade. Estou farto destes governos que passam a vida a fazer felácios uns aos outros. Dividem o seu tempo entre cargos ministeriais ou administrações de empresas e quanto ao resto pouco muda.
Numa democracia é saudável haver alternativa. Ainda que ela nada interesse aos poderes instalados. E ontem foi agradável ver que PS e PSD não atingiram dois terços da votação como é costume cá no burgo. Isso assusta é verdade. Mas o fenómeno das grandes maiorias nada nos trouxe de bom. Bem pelo contrário. Por isso mais do que obrigar a alianças pós-eleitorais, é necessário que quem governa se habitue a negociar com a oposição. Se calhar umas vezes à direita outras à esquerda. Em democracia é o que se pede. Tudo o resto é treta. Se não estão habituados a fazê-lo está na altura de aprenderem. Acho que deve em parte ter sido este o fundamento de Abril. A revolução não foi feita para substituir uma União Nacional por um Bloco Central. Ou foi?

Europeias ;)



Sei que as Eleições Europeias já foram há uns tempos, mas perdoem-me se insisto.

Bloco de Esquerda duplica os votos. Não estará este balão a subir alto demais? Depois metem-lhes as responsabilidades em cima, e é ver-se os alfinetes a espetarem-se ...pum!

Quando é uma esquerda populista e demagoga que sobe, apenas, à custa da crise ou da inoperância de outros... será mesmo uma vitória? Ah, vitória política, das sondagens e dos números - Sim, isso é.

Subiram à custa de quem não quis votar PS e até prejudicaram o PSD. No fundo, não vejo, em termos de estratégia política, uma diferença assim tão grande dos abutres do centro-&-extrema direita, com as suas promessas vagas a abeirar-se do irrealismo. Mas com um diálogo de esquerda: a base será próxima do PCP, mas com causas tão refrescantes quanto elitistas à mistura, para os separar dos velhadas. Parece que andaram a pôr uns cartazes com frases muita-cool. Era mais giro se tivesse escrito "somos os moscãoteiros da economia" (lol!), ou num piscar de olho gay "Somos os heróis em collants do capitalismo".

E tentar falar disto a um apoiante do Bloco de Esquerda...? A propaganda é realmente eficaz, torna-se mais difícil tentar fazê-lo compreender algo que convencer um jovem da JSD a não usar camisa de mangas semi-arregaçadas e dois botões desabotoados no colarinho, ou convencê-lo que o instaurar em força dos Recibos Verdes remonta a Cavaco Silva.

Viva a política de piscadela-de-olho.


t.

never look back



I used to think
I used to think
There was no future left at all

7 de junho de 2009

Jogo das Europeias



O objectivo é ligar as várias frases:




Direita vence Esquerda ·

Bloco de Esquerda duplica os votos ·

CDS em último lugar ·

O José Alberto Carvalho está mais gordo ·

Os resultados representam
um cartão-amarelo a Sócrates ·

Os cânticos da JSD são os mais bonitos ·

Ilda Figueiredo naturalmente eleita ·

Partido Socialista Europeu derrotado ·

CDU possivelmente atrás do Bloco de Esquerda ·

Líder do MMS impedido de votar em Paris ·

"Oh Eh, Oh Eh, Oh
- Ninguém pára o Rangel, Oh Eh, Oh!" ·

Nuno Melo:
" O CDS está preparado para as Autárquicas" ·

Tou farto de escrever estas coisas ·


· "Oh Eh, Oh Eh, Oh
- Ninguém pára o BE, Oh Eh, Oh!"

· Não, ainda havia mais 8 partidos

· Isto não são as Eleições Europeias?

· Pedro Ramalheira Azevedo:
"'Bora saltar da ponte de Vila-Franca?"

· Olha, uma deputada europeia

· Ah, mas à conta dos eleitores PS

· Já chega

· A cantina da nova RTP é muito melhor que a da SIC

· "Oh Eh, Oh Eh, Oh - Ninguém pára o Rangel, Oh Eh, Oh!"

· Foi um erro meter tudo no mesmo saco

· Qual esquerda?

· Qual é a capital da França?

· "Passámos as reuniões a treinar isto"

... TV Pais?


Na verdadeiramente culta Gália, é assim que se considera a "capacitação parental" dos encarregados de educação, ou seja, para os ajudar a acompanhar melhor o processo educativo dos seus filhos.

Mais um belo canal...

Depois do "Canal Benfica" e do "TVI 24" eis que surge "la pièce de résistance" (esta versão para as pessoas verdadeiramente cultas), ou a "cereja em cima do bolo" (para os telespectadores dos dois canais anteriormente mencionados"), a "TV Pais"!!!!! Palavras para quê??!!

«do you want a line of this?»



«Are you a socialist?»

6 de junho de 2009

assim vale a pena

Uma das turmas com quem o ano passado trabalhei acabou ontem o seu percurso. Terminou o secundário. De forma excepcional, acrescente-se. Souberam resistir à avassaladora onda das Novas Oportunidades e sempre disseram que estavam na escola para aprender, não para tirar um diploma. E é por isso que hoje escrevo isto. Para tão somente exprimir o prazer que tive em percorrer parte desse caminho com eles. São praticamente os últimos a consegui-lo. E saber o quanto o valorizam enche-me de orgulho. Bem haja!

e você, de quanto tempo precisa?

Seria excepcional que por uma vez alguém que perceba as escolas presidisse ao Conselho Nacional de Educação. Já oiço discursos como o de Ana Maria Bettencourt há mais de 15 anos. É o discurso banal de miss em hora de consagração. Ridículo, ainda que cheio de boas intenções. Desejo mais e melhor aprendizagem, mais trabalho, mais conhecimento, mais horas e o diabo a quatro. Atentem bem nestas palavras:

«Faciltismo? Odeio essa palavra. Um aluno que chumba várias vezes é porque não foi apoiado e vai acabar por desistir, o que é mau para ele e para o país. O que defendo é que os professores compreendam as dificuldades dos alunos, insistam e trabalhem muito.»

«É muito importante o trabalho em sala de aula, porque se o aluno tiver que trabalhar, não pode fazer gazeta e aprende. Isto não é facilitismo, facilitismo é a pessoa ignorar. A escola não pode ser indiferente às diferenças. O que diferencia as escolas, nos países do Norte da Europa, é a atenção dada aos alunos.»

E assim, miraculosamente, tudo se resolve. É a visão do professor responsável por tudo, a súmula do eduquês. O professor é que tem de trabalhar e o aluno automaticamente vai sentir-se impelido a imitá-lo. É a Finlândia outra vez. Apenas os nossos alunos não são finlandeses. E os pais portugueses também não são loiros. E os professores cá não têm autoridade. E a sociedade é totalmente diferente. Cá o estúpido é o que paga impostos, não o que foge. Cá o esperto é o cábula, não se defende o mérito. Isto é simples. E se tirassem a cabeça das trogloditas psicologias que tão ciosamente estudam há trinta anos percebiam.
Nem vou dizer mais nada. Isto é mais do mesmo. É o nacional porreirismo socialista. Queremos todos na escola, todos iguais. Só que até o Gervásio percebe que por vezes é preciso separar para avançar.

could you sympathise?

5 de junho de 2009

Senhor E



Olha, os Eels têm um álbum novo. Estou a ouvir e parece ser bom. O videoclip acima é da música que o abre. Algumas música fazem mesmo lembrar outras músicas deles, como "Lilac Breeze" soar a "Tiger in The Tank". E a música acima faz mesmo lembrar "The Jean Genie". Não me parece que nenhuma das semelhanças seja acidental.

Entretanto, descobri no site do grupo que o tio E responde a correio sentimental, existencial e artístico. E nas F.A.Q., coisas importantes a saber deste grupo, como:
Q: What is/are EELS?
A: EELS is an ever-changing lineup of musicians that play the songs of singer/songwriter and multi-instrumentalist Mark Oliver Everett, also known as E, who grew-up in Virginia but now lives in the Silver Lake area of Los Angeles, CA. Sometimes it's just him and other times it's him and a few others. Sometimes it's him and many others.


E é sempre bom rever os primórdios disto, e não soa nem a Los Angeles, nem a 1996:


E quando vi o filme, pensei que quem cantava isto era o Brian Adams (note-se o refrão):
http://www.tudou.com/programs/view/DUrgFPQ7rms/

t.

já que de cedências falamos

Havia Prefab Sprout. E havia também Housemartins. 



Outro daqueles prazeres envergonhados. E ainda guardo religiosamente The People Who Grinned Themselves To Death.

4 de junho de 2009

porque por vezes é preciso ceder

Todos conheçemos a banda assim:


Mas antes já tinham criado um clássico, Steve McQueen (85), e mais tarde fariam outro com Jordan: the Comeback (90).

Europeias, Olé - Olé!



Como se explica que as notícias relativas às várias campanhas para as Eleições Europeias tenham sido as últimas notícias (sim, rigorosamente as últimas) do Telejornal da RTP de ontem? Assim lá para as 20:52. Quando faltam 4 dias para as eleições e 2 para o final da campanha.

Quero-lá-saber que a populaça queira-lá-saber das eleições e se tudo o resto (sim, rigorosamente tudo) é-lhe mais importante. A função da televisão também deverá ser educativa, seja serviço público ou não.

...É que mesmo as últimas. Só não houve piscadela-de-olho a seguir, para finalizar o episódio, porque foi apresentado pelo José Alberto Carvalho.

Aqui está o final do Telejornal em questão. Adoro jornalismo vergado, é que gosto mesmo. Infelizmente, isto nem parece ser vergado a interesses ou politiquices, mas a ignorância e desinteresse pelo que não seja "desporto" ou fait-divers. Mas claro que dá algum jeito "só falar destas coisas porque tem de ser" para manter a atenção em tudo o que paira à volta.

t.

pressões

Para quem ainda tem dificuldade em perceber o que está a acontecer nas escolas. E a piada disto tudo é ser o PS a indignar-se, quando é ele próprio a orquestrar a sinfonia. Uns pinguinhos de vergonha... não se vendem na farmácia?

a autarquia "prometeu o 'lugar' de director a este ou àquele professor", "pressionou os representantes dos pais e encarregados de educação a votarem neste ou naquele candidato, a troco de subsídios e lugares futuros".

you know you will be hearing that sound...



You forget all the roses, don't come around on Sunday
She's not gonna choose you for standing so tall
Go on and take a swig of that poison and like it
And don't ask for silverware, don't ask for nothing
Go on and put your ear to the ground
You know you will be hearing that sound......falling down.
You're falling down, falling down
Falling down, Falling down, falling down

2 de junho de 2009

Estes professores...

Depois de ler esta noticia  fiquei boquiaberta... daqui a pouco até vou concordar com o grunho que há duas semanas deixou o seu comentário no Público online, a propósito da nossa inocente professorinha do norte que abordava a temática sexual nas suas aulas de História, dizendo que hoje em dia deixam ser professores qualquer gentalha... desde drogados a pessoas com piercings!!!! Agora ele poderá acrescentar ao seu rol uma nova classe... os professores taradões sexuais que fazem vídeos caseiros e os publicam online, qual Pamela Anderson e Tommy Lee. Ainda bem que isto não se passou em Portugal, ou ainda iam dizer que a educação vai mal por causa de professores como estes e não por causa de políticas educativas desastrosas!!!!

Oh God, I'm so bored.

Presumo que não seja a melhor altura para publicar este vídeo.....

it barks at no-one else but me

volte sempre, volte quando quiser

Pedro Ramalheira Azevedo diz:
hoje estive com a minha amiga de Salto
ficou meio embasbacada com as histórias à volta de credibilidade gerada em volta do "filme"
mas principalmente explicou-me o comentário dela ao detalhe
qdo diz que salto é "VILA" e de tamanho considerável" (acho que foi assim), o que aconteceu é que só passou a ser vila porque passou a englobar, numa só terra, as 2 ou 3 aldeias mais pegadas
daí ser vila, e daí também o tamanho considerável
viva trás-os-montes e alto-douro

Jorge diz:
o país são só vilas
aliás, isto é tudo uma grande cidade
o resto são espaços verdes

Pedro Ramalheira Azevedo diz:
não é não....
podes dizer: portugal é lisboa e o resto é paisagem
agora dizer que é uma grande cidade.... uma cidade não tem tantos parques temáticos e tão poucos hospitais e escolas a funcionar

Jorge diz:
tem, tem... são espaços em manutenção.

Pedro Ramalheira Azevedo diz:
ah pois


1 de junho de 2009