"Comme tu tiens à ta pureté, mon petit gars! Comme tu as peur de te salir les mains. Eh bien, reste pur! À quoi servira-t-il et pourquoi viens-tu parmi nous? La pureté, c'est une idée de fakir et de moine. Vous autres, les intellectuels, les anarchistes bourgeois, vous en tirez prétexte pour ne rien faire. Ne rien faire, rester immobile, serrer les coudes contre le corps, porter des gants. Moi j'ai les mains sales. Jusqu'aux coudes. Je les ai plongées dans la merde et dans le sang."
Isto tem a importância que lhe quiserem atribuir, mas sempre apreciei a mentalidade do «faz o que eu digo e não o que eu faço». É no mínimo irónico. Eu cá acho que faz muito bem. Como diz o povo... o pessoal tem é de se safar!
Não será esta uma história que poderia ter saído de um DVD que retrata uma tour ?
Na noite passada, em Braga (Beiras), os Kings of Convenience, após o concerto que deram no Theatro Circo, tiveram o previlégio de, tendo sobrevivido a uma exigente sessão de autógrafos, continuar a noite na companhia de uns humildes nativos que deles se abeiraram para os notificar de quão agradável tinha sido a prestação da banda.
Alguns deles conseguiram, real e convenientemente, convencer o tal grupo de nada histéricos locais a fazer uma visita guiada ao centro da cidade e, ainda, a acabarem a comer sopa regada de jeropiga a casa de um deles, onde acabou por ir ter o resto da banda.
No meio de sopas, cantigas sonhadoras e conversas, a minha amiga presente revelou-lhes que não havia conseguido bilhete para o concerto dessa noite. Na impossibilidade de, no momento, lhe ser um proporcionado um concerto em privato, a menina foi convidada a assistir ao concerto desta 4a Feira em Lisboa. Com mordomias de ter nome na guestlist do mesmo, apesar de não ter sido a fornecedora nem da sopa nem da jeropiga.
Ele há gente com vidas bem vividas. Levam-nos a passear na cidade, comem sopa, bebem jeropiga. É o que se chama estar à porta do autocarro certo à hora acertada, muito Conveniente.
Consta que este vídeo do concerto de ontem está assim porque o upload foi feito em Mac.
No Público de hoje deparei-me com uma interessante notícia. Não é nova, nem relevante no momento político e, sobretudo, não preocupa às mentes amorfas que só por ela se interessariam se a mascarassem de um guarda Abel ou Caim.
Os números do desemprego têm sido manipulados e, pasme-se, com maior veemência perto dos actos eleitorais. Pois à pergunta do jornalista sobre o que acontece em meses eleitorais às milhares de pessoas que desaparecem das listas, reparem na magnífica resposta do IEFP: os senhores, que não podem ser maçados com coisas irrelevantes, optam por esclarecer que os «valores não são divulgados porque só o pedido "revela um preconceito inaceitável"».
É simplesmente adorável, não é? Como não interessa responder, ataca-se o interlocutor. Mais nada! E entretanto tomam-nos a todos por parvos. Como as eleições já foram, a notícia já não vende. E é verdade: não vende. [Em Portugal] Só as putas se vendem. E olhem que as há por aí aos montes.
Dizer que marcou uma geração é pouco. Aquela voz confundia-se com a música que nos ensinou a todos a ouvir. E agora quem nos continuará a mostrar os caminhos além do óbvio?
Esta é a música adequada. E ainda esta semana a ouvi em Viriato 25. In silence.
Morreu o António Sérgio da Rádio. Da 'Radar', ultimamente, mas da Rádio.
Gostar de Rádio é não resistir a ouvi-lo. Voz de rádio, voz da rádio. Musicalidade na Música. Vida Musical de Jornalismo, Jornalismo de Vida Musical. Dá para escrever uns quantos chavões, não é?
Ontem às 21H de Lisboa há-de ter passado o compacto de "S.O.S. Radar", quem sabe se lá vai alguém hoje metê-lo a repeti-lo na playlist: http://www.radarlisboa.fm
"Tu sei la prima donna del primo giorno della creazione." Há coisas com que uma americana merece levar.
E parai de questionar, a cada filme do Fellini, se o som está dessíncrono ou de descobrir que o mesmo não bate certo com detalhes da acção. Fazei de conta que é a marca d'água do Fred, pronto.
A cena para mandar postas de pescada sobre cinema no café é mais esta. (eu é que sou bruto e acho piada à supra publicada).
Assunto premente. Especialmente quando algo Há que nos obriga a ficar por casa. A sério, é a profissão mais estúpida do mundo. E quem nela trabalha consegue rivalizar com os funcionários da EMEL.