21 de maio de 2009

Congregatio Propaganda Fide

Bem sei que não vale a pena gastar o meu Latim a explicar. Novamente. Mas há um gigantesco abismo entre o discurso da ministra da educação e a realidade. A tal «reforma ganha» na avaliação não passa de um simulacro. Tal como a «diferenciação» de que fala. O ambiente nas escolas é podre e quem se chegou à frente está comprometidíssimo com o poder que entretanto se instalou ou em breve se instalará. E o mais preocupante é que nada melhorou. Apenas a mediocridade ganhou terreno.
Apesar de tudo o que os acusam, a grande parte dos professores estaria disposta a mudar se o objectivo fosse a qualidade. Mas não é. Longe disso. Admito, inclusive, que haveria resistência. Essa sim sectária, provavelmente sem grande expressão. E não a que actualmente se observa. O ensino público está pior a cada dia que passa. Quem nele trabalha sabe bem o que resulta das estatísticas e belíssimos dados tão bem preparados e apresentados.
Se ainda não tinha ficado claro o porquê das movimentações (notícias e afins) dos últimos dias talvez agora percebam. Se este ministério fosse da propaganda o seu trabalho seria extraordinariamente meritório. Era suposto ser da educação. Azar o nosso.

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